Do cordeiro ao macarrão instantâneo em 5 minutos

Por : | 0 Comentários | On : 30 de dezembro de 2013 | Categoria : O que tem para hoje

O jantar de hoje prometia. Dois dias atrás fui ao mercado e comprei o que costumam chamar de costela de cordeiro. Na verdade é o lombo do cordeiro com um pouco de osso. Se eu limpasse a carne dos ossos da costela eu teria o famoso carré ou franch rack. O principal objetivo neste corte é comer a carne do lombo e não a carne que fica entre as costelas, como em um costelinha de porco. Por isso não me deixei distrair com detalhes, esqueci o franch rack e me concentrei no lombo. Pedi ao açougueiro para serrar pedaços com dois dedos de altura.

 

Sem desviar muito do assunto vou aproveitar para explicar o que é o cordeiro. Contrariando os que pensam se tratar de uma raça diferente do carneiro, o cordeiro nada mais é que um carneiro jovem. Por definição deveríamos chamar de carneiro até os 6 meses. De 7 até 15 meses de borrego e a partir daí de capão. Isso se foi castrado enquanto era carneiro. Se for “inteiro” devemos chamar de carneiro e se for fêmea de ovelha. Complicado? É mesmo. Por isso o normal é chamar de cordeiro quando pequeno e carneiro quando adulto. Por fim e sem querer polemizar com temas religiosos, você sabe porque a celebre frase “cordeiro de Deus que tirais os pecados  …” fala em cordeiro e não carneiro? Bem, em  tese o cordeiro é um “ser puro”, já que é novo e ainda não se reproduziu. Será que eles pensaram mesmo nisso lá atrás?

Voltando ao jantar de hoje, o meu plano era levar os meus pedaços de costela à grelha só com sal por uns 4 minutos de cada lado. Depois disso, seguindo a sugestão de um amigo, recobrir ambos os lados com farinha de castanha de caju e só então levar ao forno para terminar de chegar no ponto. Voltei a salivar só de lembrar do gosto.

Foi quando eu me preparava para pegar a geléia de menta na geladeira que as coisas começaram a sair do trilho. Com um olhar no rosto que eu reconheceria a quilômetros de distância e uma voz que nem mesmo a qualidade da nossa telefonia consegue disfarçar, a minha esposa me perguntou seu animaria tomar um vinho.

 

Pode parecer a proposta perfeita para acompanhar  o prato que estava por vir, só que você não sabe como as coisas funcionam aqui em casa. Para início de conversa, “tomar um vinho” não significa tomar um vinho. Eu praticamente só tomo vinho tinto e ela espumantes. Ou seja, “tomar um vinho” necessariamente significa ao menos uma garrafa de vinho e outra de espumante. Você deve estar pensando porque não compramos meias garrafas? Não compramos porque é caro! Não vale a pena. E porque não tomamos metade da garrafa e guardamos o resto? Porque é impossível, ao menos para mim. De coração eu admiro as pessoas que conseguem fazer isso, eu não. Aqui em casa só sobra vinho na garrafa quando depois de tomar algumas taças eu esqueço onde deixei uma e acabo por abrir outra.

 

E foi assim, como de costume, que acabamos tomando 2 garrafas de vinho e uma de espumante. A essa altura do campeonato eu não tinha nenhuma condição de preparar uma refeição descente. É nessas horas que a experiência ajuda muito. Nos voltamos para a época de estudantes, uma época na qual nem o dinheiro nem a competência permitiam a execução de refeições  mais refinadas. E foi nas lembranças do passado que desenterramos uma receita infalível. Nem mesmo todo o vinho do mundo poderia estragá-la. Três minutos depois estávamos comendo um delicioso macarrão instantâneo com creme de leite!

 

A receita? Simplesmente adicionar o creme de leite depois que o macarrão estiver pronto. Há, tem que ser o sabor carne para comer pensando no cordeiro! hahahaha.

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